Combustíveis aquecem inflação
O conflito no Médio Oriente tem tido impacto nos números da inflação: em agosto, a taxa de inflação cresceu para 3,3%, em termos homólogos, face aos 3% no mês anterior, impulsionada pela subida do preço dos combustíveis.
O valor efetivo do IPC será conhecido no dia 10 de setembro, quando o INE divulgar os dados definitivos. Após a divulgação, o coeficiente é publicado em Diário da República até 30 de outubro e só então os senhorios poderão comunicar oficialmente aos inquilinos os novos valores de renda. O aumento pode entrar em vigor 30 dias após o aviso.

Regras para atualização das rendas
A atualização anual das rendas pela inflação resulta das normas definidas no Novo Regime do Arrendamento Urbano (NRAU) e no Novo Regime do Arrendamento Rural, e aplica-se praticamente à totalidade dos contratos, incluindo os anteriores a 1990 que não transitaram para o NRAU, desde que não haja outro mecanismo definido contratualmente.
A atualização não é obrigatória, ou seja, o senhorio pode optar por não aplicar o aumento, ou apenas uma parte, mas este só pode ser aplicado após um ano de contrato ou de anterior atualização.
O aumento deve ser comunicado por escrito com antecedência mínima de 30 dias e é aplicável tanto a arrendamentos urbanos como rurais.

O aumento nas rendas
Segundo estes valores provisórios, o coeficiente de atualização de rendas em 2027 será de 1,0256. Na prática, implicaria que, por cada 100€ de renda, haveria lugar a um aumento de 2,56€, ou seja, mais 30,72€ por ano.
Para colocar em prática, o coeficiente de 2,56% significa que uma renda de 700 € terá um acréscimo de cerca de 17,92€ por mês (215,04€); uma renda de 1.000€, um aumento de 25,6€ mensais (307,20€ anuais)
Para saber quanto pode ficar a pagar a partir de janeiro, multiplique o valor atual da sua renda por 1,0256.
Para comparação, a taxa aplicada às rendas em 2026 foi de 2,24%, em 2025 foi de 2,16 %, o que representa uma ligeira aceleração para o próximo ano. Já em 2024, os senhorios puderam ajustar as rendas até 6,94%, o maior aumento em 30 anos, sem teto aplicado pelo Governo, que reforçou apoios extraordinários para inquilinos com elevada taxa de esforço. Em 2023, o aumento foi limitado pelo Governo a um teto máximo de 2%, apesar de a inflação permitir 5,43%.
Em suma, a confirmar-se esta estimativa, em quatro anos, o aumento das rendas totaliza 13,9%; se for considerado um período de cinco anos, soma 15,9%.

Notícia: Casa Yes